terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bode Ioiô


            Bode Ioiô foi um famoso bode que viveu na cidade de Fortalezaséculo XX, mormente na década de 1920. Figura folclóricacultura popular cearense, Ioiô costumava perambular pelas ruas centrais da cidade, na companhia de boêmios e escritores que freqüentavam os bares e cafés ao redor da Praça do Ferreira, antigo centro cultural da capital, e que lhe davam cachaça para beber.Praia de Iracema. do início do da Segundo conta a história popular, recebeu o nome de "Ioiô" por percorrer sempre o mesmo trajeto, definido entre a Praça do Ferreira.
         Trazido a Fortaleza em 1915 por retirantes sertanejos, foi adquirido e mantido por José de Magalhães Porto, representante do industrial Delmiro Gouveia, correspondente no nordeste da empresa britânica Rossbach Brazil Company, localizada na Praia de Iracema, da qual tornou-se uma espécie de mascote. Ioiô virou tema de documentários, histórias de cordel e livros infantis. É citado em obras de memorialistas cearenses como o poeta Otacílio de Azevedo e o historiador Raimundo Girão. Recentemente foi eleito pelas crianças da capital cearense como o mascote de Fortaleza.
          Ioiô foi imortalizado ao ser empalhado e doado ao acervo do Museu do Ceará, logo após sua morte, em 1931. Em 1996, teve o seu rabo roubado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Museu do ceará

O Museu do Ceará é um museu localizado na cidade de Fortaleza que abriga um acervo de mais de 13 mil peças distribuídas em três importantes coleções que contam a história do Ceará: Paleontologia, Arqueologia/AntropologiaIndígena e Mobiliário.
Exibe também exposições temáticas permanentes, com temas de interesse da história do Ceará, tais como os poderes constituídos, as lutas e revoltas populares, a religiosidade, a produção intelectual e a irreverência do cearense.
O Museu do Ceará atual tem suas coleções originadas no primeiro museu do Ceará pertencente ao médico Joaquim Antônio Alves que em 1873 organizou uma coleção de objetos e fragmentos da natureza. Essa coleção compos o Museu Provincial que funcionou entre 1875 até 1885 como uma das dependência do Gabinete Cearense de Leitura. A partir de 1894 Francisco Dias da Rocha formou uma coleção para o Museu Rocha que funcinou até 1950.
O Museu Histórico do Ceará só foi criado em 1932 pelo então governador Roberto Carneiro de Mendonça. Foi criado conjuntamente com o Arquivo Público do Estado. Em 1951, o Arquivo Público foi transferido para o Palácio Senador Alencar, ficando o museu no edifício da Praça da Sé até 1957, passado para a tutela do Instituto do Ceará. Em 1955 houve a incorporação de novas peças ao acervo, as coleções indígenas do antigo Museu do Instituto e do Museu Rocha, este último passou a denominação de Museu Histórico e Antropológico do Ceará.